quarta-feira, 20 de maio de 2009

A importância de ser diferente

Estou um pouco melancólico nos últimos tempos, o que me faz questionar várias coisas e pensar muito sobre o passado. Como poderia ter sido, o que poderia ter acontecido se eu tivesse agido diferente, se eu tivesse falado ao invés de me calar, ou se eu tivesse me calado ao invés de falar, enfim, se, se, se... Talvez hoje eu seria uma pessoa completamente diferente... Mas nesse caso, eu não seria um Lord, não seria hors concours, não teria essa personalidade viva, fulgurante, ímpar em originalidade. O que seria desastroso, pois não consigo sequer me imaginar pensando e agindo como as massas, sendo constantemente subestimado pela mídia, que empurra tanto lixo, tanta porcaria, tanta “cultura inútil”, tantos artistas de talento e gosto duvidosos goela abaixo dessa gente sem cérebro, sem gosto e sem estilo pessoal, que se contentam com cantores pré-fabricados e com filmes enlatados americanos. Confesso que às vezes até vejo esses filmes, escuto essas músicas, mas não é só isso não, gosto de muitas outras coisas... Mais relevantes. Enfim, tem que saber separar o joio do trigo!
Quando eu era criança, no fim dos anos 80, início dos 90, a rede globo sempre exibia no dia 07 de Setembro, o filme “Independência ou Morte”, sobre a Independência do Brasil. A primeira vez que lembro de tê-lo assistido, eu deveria ter uns 4 ou 5 anos de idade e ele me marcou profundamente. Lembro até hoje daqueles palácios, daquela mobília luxuosa (uma mistura de rococó e neoclássico), daquela vida de ostentação da realeza, inclusive do nome da Imperatriz: “S.M.I. D. Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo-Lorena, Arquiduquesa da Áustria, Imperatriz do Brasil”. Isso sem falar no nome completo do Imperador D. Pedro I, que se eu não me engano, tem mais de 20 nomes. Acho que esse filme e alguns outros, também de época, marcaram o meu gosto pessoal até hoje. Tudo o que é refinado, sofisticado, rebuscado, absurdamente caro me interessa. E quanto menos o “povão” conhecer e tiver acesso, mais eu gosto! Porque nada me deixa mais frustrado do que uma coisa que era de bom gosto, ser estragada por gente cafona que vive em favela. Nada contra as pessoas com recursos financeiros limitados, o que me irrita é a ignorância, que eu acho imperdoável. Porque atualmente, com todo o acesso a informação, bibliotecas, internet, existem lanhouses até nos morros cariocas, é inadmissível uma pessoa se manter na ignorância. Hoje, só é ignorante quem quer. O problema, é que essas criaturas gastam seus trocados nessas lanhouses apenas para criar perfis no Orkut, cheios de erros ortográficos e com fotografias abomináveis, mostrando o que eles não sabem que deveriam esconder. E nessa caso, só o dinheiro, a riqueza, não é a solução. Um exemplo disso são aqueles jogadores de futebol, com todas aquelas “trágicas e emocionantes” história de vida, que depois se tornam mundialmente famosos. Tem fama, tem dinheiro, viajam, conhecem pessoas importantes, mas continuam cafonas. Deixam a favela, mas a favela não deixa eles. O que eu estou querendo dizer, é que classe e bom gosto não se compram, se adquirem com o tempo. Depende da vontade e do interesse de cada pessoa. “Fulano” pode ter rios de dinheiro e ser a encarnação da cafonice. Já “Beltrano”, pode até não ter tanto dinheiro assim, mas ser um exemplo de elegância. Percebem a diferença?

Beijos,

Lord Kallinikos.

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